O que fazer em São Roque: o roteiro do vinho em SP

São Roque ficou conhecida como a capital paulista dos vinhos. A cidade oferece diversas opções de passeios pelas adegas
Visite São Roque, a terra do vinho e da alcachofra. A cidade turística e romântica bem pertinho da capital é uma excelente opção para quem quer viajar, mas não quer ficar muito tempo na estrada.
A cidade de São Roque, conhecida como a capital paulista dos vinhos, é uma excelente opção de passeio para um fim de semana com a família e as crianças pequenas. Distante a 65 quilômetros da capital, o município também ganhou fama graças à produção da alcachofra.
Todos os anos, durante a primavera, entre outubro e novembro de 2017, a cidade promove a Expo São Roque, maior festa do Estado de SP voltada para os admiradores da alcachofra e vinhos. O evento atrai cerca de 70 mil pessoas que vão degustar diferentes tipos de vinhos e se deliciar os diversos pratos preparados a base dessa flor.  
Mas, São Roque tem atrações durante o ano todo como os passeios pelas adegas. Em algumas delas, é possível acompanhar o processo de produção do vinho – da produção à colheita – e até degustá-lo. No site da prefeitura foi criado o Roteiro do Vinho, Gastronomia e Lazer. Clique aqui para acessá-lo.

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O que fazer em São Roque?

Roteiro do vinho, em São Roque | Luiz Jorge

Pista de esqui artificial

Outra atração imperdível é o Ski Mountain Park. Ali você poderá esquiar sem ter que se deslocar até Bariloche, na Argentina, por exemplo, para praticar esse esporte. O parque, único do gênero aqui na América do Sul, tem duas pistas artificiais: uma tem 100 metros de comprimento e a outra, 400 metros.
O parque agrada tanto os turistas que vão em busca de tranquilidade como os  apaixonados pelos esportes radicais como moutain bike, arvorismo, rapel e tirolesa. 

Para quem quer menos adrenalina e mais sossego, a dica são as cavalgadas no interior, que duram cerca de 30 minutos e são acompanhadas por monitores. Outra opção para relaxar é o passeio de teleférico que permite deslumbrar a beleza dessa região.

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Circuito turístico Taypa de Pilão

São Roque integra o circuito turístico Taypa de Pilão, lançado pela Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo (SELT). Também fazem parte desse circuito os municípios de Barueri, Carapicuíba, Cotia, Embu das Artes e Santana de Parnaíba.
Em comum, essas cidades guardam o patrimônio histórico bandeirista e possuem como atração principal os monumentos e edificações de madeira e barro prensado – técnica, muito utilizada durante o período colonial, conhecida  como Taipa de Pilão, que dá nome ao novo circuito. Os bens históricos dessa região são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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Construções de época 

Centro Educacional, Cultural e Turístico Brasital - São Roque / SP | Sergio Luiz Jorge
O centro cultural Brasital é um dos patrimônios históricos mais importantes da cidade. Construído em 1890, pelo comendador Enrico Dell´Acqua, o prédio de 9.600 metros quadrados abrigou uma das primeiras indústrias têxteis do Brasil, onde eram produzidos tecidos de algodão como brim, popeline e colchas – a fabricação atendia os mercados interno e externo. O nome Brasital remonta a imigração italiana na região, unindo os nomes dos dois países: Brasil e Itália.
Hoje o local abriga o centro cultural municipal e o Museu Darcy Penteado. O museu ganhou esse nome em homenagem ao artista plástico sãoroquense e expõe obras que ficaram guardadas durante 20 anos após a sua morte.  Além das construções históricas, Brasital também possui uma porção de mata com cerca de 30 mil metros quadrados, onde existe uma trilha ecológica chamada de Caminho das Águas.
Outra construção de época é a estação ferroviária, que começou a ser construída em 1874. Na década de 90, o imóvel foi totalmente reformado e atualmente funciona como sede da guarda civil municipal.
Da época do Brasil Colônia, há também a chácara Santo Antônio, que foi erguida pelo bandeirante Fernão Paes de Barros em 1681. O local teve proprietários ilustres como o Barão de Piratininga e o escritor Mário de Andrade, que doou o imóvel para o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 1947. 

Na época, o modernista fez um único pedido: ser o zelador enquanto estivesse vivo. Mário de Andrade queria transformar o local numa casa de repouso para artistas brasileiros. Considerados como tesouro da arquitetura, a capela e a casa grande foram restauradas durante a década de 40.
Outra construção que remonta a esse período é a igreja matriz, construída no século XVII pelo povoado de Pedro Vaz. O local já passou por diversas reformas. Em 1872, durante a reforma da pintura e do relógio da torre, a igreja ganhou linhas arquitetônicas do estilo colonial barroco.

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Ecoturismo

Quem vai a São Roque para curtir a natureza encontra diversas opções. Uma delas é o passeio pela Mata da Câmara – reserva da Mata Atlântica reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). Com 54 alqueires, possui mananciais e é habitada por esquilos e outros animais silvestres.
Outra dica é caminhar até o Morro do Cruzeiro, onde há uma cruz e a estátua do santo padroeiro da cidade. Em julho, nesse local é realizada uma novena de São Roque que atrai centenas de fiéis.
Para quem tem fôlego, vale a pena conhecer o Morro do Saboó, que fica no ponto mais alto a 1.000 metros de altura. O esforço compensa. Do alto, o turista tem uma visão privilegiada da cidade.

A cidade possui uma excelente rede hoteleira, com hotéis e pousadas para receber o turista e viajante paulista, com opções para todos os gostos e bolsos. São Roque também oferece boa infraestrutura com restaurantes, lanchonetes, bares, agências de aluguel de carros, cinema, farmácias e postos médicos.

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Como chegar em São Roque?



O motorista tem duas opções para chegar a São Roque pelas rodovias Raposo Tavares (SP – 270), quilômetros 60 e 63 e Castelo Branco (SP – 280), quilômetro 54 B.

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